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Raimundo propõe plano contra crise energética prevista para 2010
Redação - Agência DEM
11/07/2007
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O senador Raimundo Colombo (SC) propôs ao Senado Federal a criação de um plano de ação a fim de encontrar soluções para o provável apagão de energia elétrica que o Brasil sofrerá nos próximos anos. Estudos recentes mostraram que o país poderá sofrer falta de energia elétrica entre os anos de 2010 e 2011. O democrata acusou o governo federal de tentar minimizar o alerta feito pelos especialistas. Um racionamento de energia gera, além da estagnação econômica, desemprego em massa.
“Proponho a criação desse plano programático para combater a falta de visão integrada do governo Lula sobre o assunto. Também precisamos discutir a ausência de um banco de projetos e de aparelhamento técnico, além das dificuldades absurdas que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente impõe para conceder a liberação ambiental para a construção de mais hidrelétricas”, frisou.
Raimundo Colombo criticou a inabilidade do Executivo para colocar em prática os 51 projetos de criação de usinas hidrelétricas no Brasil. Desses 51, apenas 23 foram construídas - 13 ainda se encontram em fase de implantação e as outras 15 sequer tiveram suas obras iniciadas. “São grandes os entraves burocráticos para se fazer novos investimentos. Precisamos gerar emprego e renda, propiciar melhoria da qualidade de vida aos cidadãos. Novo racionamento de energia elétrica imporá sacrifícios a todos nós”, acrescentou.
O parlamentar esclareceu que, depois do apagão de 2001 e 2002, o país aprendeu a gastar energia com mais eficiência, aposentou equipamentos obsoletos, fez economia de energia nos lares e diversificou a matriz energética do país. Colombo também criticou a discrepância de conceitos e critérios sobre energia entre os ministérios de Minas e Energia e Fazenda, a Empresa de Pesquisa Energética e o Operador Nacional do Sistema Elétrico.
“O povo brasileiro e o país inteiro perdem com uma crise energética. O racionamento contribui para que os investimentos nacionais despenquem e o desenvolvimento do país empaque. A situação é grave e, se não houver uma tomada de atitude pelo governo, a pobreza aumentará no Brasil. É responsabilidade do Executivo tomar uma medida emergencial”, concluiu o senador.
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